quarta-feira, 30 de maio de 2012

E a Seleção...

Não tenho muito o que falar, só acho que é possível acreditar nessa seleção atual. Vamos esperar pra ver, mas a impressão que tenho é que finalmente achamos nosso 10, nosso lateral esquerdo (MARCELO NELES!!!) e nosso xerifão (T. SILVA!). Falta um homem de área, ou que o Neymar aprenda a fazer na seleção o que o Messi faz no Barcelona (se bem que repetir as atuações do Santos já me parece ótimo).
Em questão de nomes e talento, acredito que temos excelentes possibilidades de montar uma seleção over 9000. Claro, não vai ser com a seleção de 2006 (NA TEORIA, NA TEORIA), mas vai ser uma seleção respeitável. E pode ser que não leve a Copa em casa, mas já teremos uma base sólida para 2018 (e não seremos comida de Leões), tendo botado o castelo de areia abaixo, abaixo.

No mais, vamos aguardar os próximos jogos. Enquanto isso, vejamos o que a "mídia especializada" vai falar do esquema adotado pelo Mano, fazendo uma pressão por vezes desnecessária e tirando a credibilidade do treinador. 

O mais interessante é que depois vão alegar que é a "cultura do brasileiro".


Pffffffff....

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Futebol: uma ode à injustiça

A injustiça é um daqueles fenômenos que não possuem aliados. Todos se sentem obrigados a promover o que é justo, ao menos quando o discurso é público. Tal princípio é um pequeno, mas constante risco ao sucesso do futebol como esporte mais popular do mundo. E digo isso por inúmeros motivos, alguns extremamente relevantes e que pretendo citar aqui.

O jogo eliminatório, o famoso “mata-mata”, ilustra bem o papel da injustiça como fator essencial para que o futebol seja um esporte que conquista milhões de pessoas de forma apaixonante, e bilhões de forma genérica. Um ou dois jogos fazem o vencedor avançar – ou ser campeão – e o perdedor ter que desistir de um sonho.

A última edição do mais rico e mais importante torneio interclubes do mundo, a Liga dos Campeões da Europa, foi uma demonstração especial de como o mata-mata é crucial para dar emoção ao futebol.  Nas semi-finais, jogos incríveis por definição: Chelsea x Barcelona e Real Madrid x Bayern de Munique. Os espanhóis, favoritos nos dois confrontos, saíram da disputa. E o favoritismo é relativo? Nem tanto. Os medidores de favoritismo de maior credibilidade são as casas de apostas. Um momento tão extremo quanto ter que confiar o próprio dinheiro num time ou noutro, indubitavelmente leva a um cálculo racional implícito. E nesse cálculo, Real Madrid e Barcelona massacraram alemães e ingleses. E os dois perderam; os madrilenhos, nos pênaltis, o que foi mais um elemento de brilho no jogo.

Bayern de Munique e Chelsea fizeram uma final linda, com todos os elementos de injustiça que fazem desse esporte uma atividade incomparável. Empate espírita nos últimos minutos, pênalti perdido na prorrogação, decisão nos pênaltis. E um fato precisa ser citado: os alemães não venceram um título sequer na temporada; foram vice na liga nacional, OITO pontos abaixo do Borussia Dortmund, campeão com duas rodadas de antecedência. Os ingleses, que pela primeira vez levaram a taça para Londres, ficaram apenas em SEXTO na Premier League. O sistema de mata-mata superou os fracassos nacionais desses clubes e permitiu que eles estivessem onde campeões inconstestáveis, como o Real Madrid, estariam se o cálculo racional tivesse funcionado, e se a frieza tivesse contaminado os resultados.

E por que a sede de justiça quase natural dos homens – e das mulheres hehe – é um risco para a popularidade do futebol? Até aqui, citei injustiças do ponto de vista técnico (times mais fortes que por imprevisibilidades acabam perdendo). Ainda que as regras possam ser mudadas para diminuí-las, evitando ao máximo decisões por pênaltis e promovendo campeonatos de pontos corridos com turno e returno, elas são, em sentido estrito, inevitáveis. Mas há as injustiças de aplicação de regra; erros de árbitros mesmo. Seu instinto dirá que devemos evitar ao máximo esses erros. Mas faça um exercício simples: quanto tempo de conversa sobre futebol é motivado apenas por discussões sobre erros – ou não – de arbitragem? Não sou a favor da inclusão de replay de tira-teima para evitar erros comuns, como os de impedimento, ou de gol em que a bola entrou, mas pouca gente viu de primeira. Gol, mesmo, tem que balançar a rede! Quanto aos erros em marcações de faltas, por exemplo, isso se diminui com maior treinamento dos árbitros. Nota: não defendo a supremacia da injustiça; é preciso alcançar um plano em que ela seja possível, mas não absurda; ela tem que atrair fãs, e não enojá-los e afastá-los.

Essa importância das injustiças no futebol é facilmente comprovada: o maior espetáculo do esporte é a Copa do Mundo, certo? Temos essa pretensão implícita de buscar a justiça em quase todas as áreas, mas no futebol alimentamos o sistema de mata-mata, que é claramente mais injusto do que o de pontos corridos, para o torneio mais importante do mundo – e para os mais importantes de cada continente, interclubes ou entre seleções. E isso torna o esporte mágico.

Quem ficou indignado com os meus argumentos não deve entender que o futebol não é só um esporte, mas uma arte. Injustiças, técnicas ou de arbitragem, acometem muitos, principalmente os envolvidos diretamente, como jogadores e treinadores. Mas elas são elementos dessa arte. E os injustiçados que aguentem, ou saiam da obra.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Coisas que a gente vê por ai

Olá de novo! Depois desse tempo sem postar, e com tanta coisa legal acontecendo no mundo da bolinha, resolvi inovar um pouco. Jogaços como o de ontem, Vasco x Corinthians, pela Libertadores, geram polêmicas, sempre. Podemos ver, ouvir e ler todo o tipo de coisas engraçadas, geniais, idiotas, incríveis e afins, justamente por termos amigos que adoram comentar os acontecimentos no mundo da bolinha. 
Por isso, vou tentar, uma vez por semana, fazer uma coletânea de "coisas que a gente vê por ai", e queria pedir a ajuda de quem lê o blog para compor isso. Claro que ainda não existem leitores, mas vale a pena tentar... hahaha.
Bom, segue a imagem de ontem, discutindo o lance de gol anulado do Vasco da Gama!



Hahahaha...

domingo, 29 de abril de 2012

UH, VAI PRA CIMA! É O VICE DA COLINA!

ACAAABOU! BOTAFOGO CAMPEÃO DO SEGUNDO TURNO DO CARIOCA!
... Pelamor né? Apesar do título provocando o eterno vice, tenho que dar os parabéns aos bacalhaus. Jogaram com muita autoridade pra chegar onde chegaram, afinal, pra se perder uma final você tem que estar nela!
O Botafogo cumpriu seu dever MORAL ao eliminar o Vasco da Gama do Carioca. A campanha no brasileiro do ano passado, culminando na sua exclusão da Libertadores de 2012 foi uma vergonha. Sendo assim, a obrigação mínima do Bota era vencer algum dos turnos do estadual. Vamos ser realistas, né? O Vasco tá disputando a Libertadores e tá sem o Dedé, que é parte importante do elenco. Já o Botafogo disputa apenas a Copa do Brasil (não tirando os méritos dessa competição, mas né...) e veio sem grandes desfalques para o jogo. VEJAM BEM: NÃO ESTOU DESQUALIFICANDO A VITÓRIA DO BOTAFOGO, MUITO PELO CONTRÁRIO. Só acho que esse chocolate que foi aplicado no Vasco não passou de obrigação (embora eu esperasse um jogo bem truncado).
A final vai ser entre Botafogo e Fluminense, e eu acredito que vai dar Bota. Quanto aos vascaínos, cuidado com a arrogância! Tirar onda demais antes dá hora culmina em excesso de zoações, como as que eu vou ver pelas próximas horas. Mas novamente digo: que todos os eventos que ocorreram no primeiro semestre (culminando na eliminação da Libertadores... tsctsc) sirvam de lição ao Flamengo. 
Deixo pra comentar a eliminação dos Bambis depois, RISOS. E que venham as próximas fases da Libertadores e as finais estaduais! 

Nota: BENZEMA TEU FILHO DA PUTA, TU SÓ ME É DECISIVO FORA DA UCL, NÉ?

sábado, 28 de abril de 2012

Fla só paga R10 quando fechar um patrocínio

Esse é um dos títulos que estampam - agora!, manhã de sábado, dia 28 - a página do portal Globo.com. Ao clicar para ler a postagem, temos o seguinte:

Fla deve, não nega, mas só paga R10 quando conseguir patrocínio
Vice de finanças conversa com Assis sobre atrasados do camisa 10, mas quitação não tem prazo definido. ‘Está tudo sob controle’, garante Levy

Uma notícia dessas deve animar os alvos do Flamengo para reforçar o time... E para quem acha que o clube pode resolver facilmente esse problema, já que conseguir patrocínio não deve ser uma tarefa difícil para o rubro-negro carioca, vai mais esse trecho:

Um dos grandes complicadores para as finanças do clube é justamente a ausência do patrocinador master. O Flamengo, que esperava fechar acordo entre R$ 20 e R$ 25 milhões por ano, está entrando no quinto mês sem uma empresa disposta a pagar para estampar sua marca na camisa rubro-negra. O espaço do ombro também está à disposição.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A saída de Guardiola - o fim de uma fase vencedora

Hoje, dia 27/04/2012, Josep Guardiola anunciou sua saída do comando do Barcelona, depois de 4 temporadas que encantaram o mundo. Sou torcedor do Real, mas não reconhecer os méritos dele é burrice. 13 em 17 títulos é uma marca invejável.
Porém, apesar de tudo, vou poupar o discurso de despedida como já fizeram sites de mídia esportiva, e ir a uma outra questão: o que tornou o Barcelona de Guardiola tão devastador? Na minha humilde opinião, foi a combinação de 3 fatores: sorte, boa fase e uma mente sofisticada e dedicada para o futebol. Explicarei em seguida.
Guardiola foi jogador do Barcelona. Cresceu e apareceu no clube, onde jogou durante boa parte de sua carreira. Não tenho lembranças dele como um grande volante, e ouso afirmar que as pessoas só se lembram disso agora por conta do seu sucesso como técnico (voem as pedras!). Sendo assim, Pep sabia por onde ir em relação ao estilo de jogo do clube. Mas ele fez mais: estudou, procurou observar o estilo de diversos técnicos e times, se preparou de fato para assumir a função de técnico. Ele fez mais do que apenas entrar em um curso para técnicos e conseguir a habilitação - correu atrás de se especializar. E "inovou" a partir da imposição da regra de toque rápido do Barcelona, com numerosos passes eficazes e jogo volumoso, onde todo o time atua junto e abre muito espaço para as jogadas. Além disso, foi um treinador com visão suficiente para subir alguns moleques da base para o time principal e conseguir fazer com que desse certo, além das contratações pontuais certeiras. Ai entra a mente sofisticada e dedicada. 
À sorte eu atribuo o fato de Pep ter encontrado um time com Iniesta, Xavi e Messi, jogadores diferenciados e que se formaram na base do clube. Perfeito! Posso atribuir à sorte também um pouco do fato de algumas apostas da base terem dado tão certo.
Por fim, acredito que a boa fase dos jogadores foi um ponto essencial para o sucesso de Guardiola no comando do Barcelona. Não adianta apenas ser bom: tem que conseguir manter. Porém, devo dizer que acredito que a visão de jogo e a confiança que o treinador passava aos seus comandados foram essenciais para manutenção da boa fase dessa galera.
Pode ser que eu tenha falado um monte de besteira, mas uma coisa é certa: o futebol mundial ganhou mais um espelho de time. "Espelho", porém, entre aspas mesmo, porque não acredito que esse seja o estilo mais bonito de jogo, nem tampouco o mais encantador. Eu particularmente acho chato o jeito do Barcelona jogar atualmente, embora eu não vá entrar nesse mérito, pelo menos não agora. Mas ninguém pode negar que foi um futebol que ganhou títulos e foi um pesadelo para os rivais (especialmente o Real). Se o Tito não conseguir ser tão bom ou melhor que o Pep, vencer esse time vai perder parte da graça. Mas isso são cenas dos próximos capítulos.

Agora, mais que nunca, estou curioso pra ver que time estabelecerá uma nova hegemonia. E candidatos a esse posto não faltam.

Valeu, Guardiola!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Libertadoooooooreeeees

Ontem começaram os jogos da primeira fase de mata-mata da competição continental da nossa querida América Latina, continente onde repousam gigantes do futebol mundial.
A minha análise, pelos jogos que assisti, é simples: o Brasil se encontra muito distante do atual futebol sul americano. Exceto pela vergonha que foi o Flamengo (falo isso como torcedor rubro negro lúcido - muito embora eu gostaria de mandar um alô especial aos meus amigos que zoam o time mas tão jogando a Copa do Brasil) e pelo Internacional (tropeços, litígio judicial, lesões, dai pra frente), os demais times do nosso país se classificaram com alguma sobra, com destaque para o Corinthians, Fluminense e Santos. Mas ainda temos o Boca Juniors na parada...
Ontem pude assistir o jogo Internacional x Fluminense, e posso dizer que foi um belo jogo. Também posso dizer que o pênalti desperdiçado pelos colorados vai fazer falta, anotem e me cobrem. Quanto ao Santos, normal perder na altitude. Mas aposto em vitória na Vila. Vejamos como se sairão Vasco de Corinthians!
Não vou enrolar nesse post, então lá vão meus palpites:

1) Vasco vai empatar seu jogo de ida;
2) Corinthians vai encontrar dificuldades, mas vai vencer o jogo de ida.
3) Santos vai vencer na vila por 2 a 0.
4) Não consigo palpitar Inter x Fluminense. A "vantagem" do Internacional não segura muita coisa, a história tá ai pra provar. Mas não podemos esquecer que tem time pra segurar o jogo e quem sabe fazer um golzinho.

Abraços!

Bônus: Acho no mínimo irônico a mídia crucificar o C.Ronaldo pelo resultado do jogo de ontem. É muito fácil jogar a culpa nele pelo resultado quando o cara fez 2 dos 3 gols do jogo. Acho que jogar a culpa nele é tirar, também, um pouco do mérito do Neuer - o CR7 não errou a cobrança, o Neuer que foi buscar.


quarta-feira, 25 de abril de 2012

E lá se vai uma semana que matou cardíacos!

Olá pessoal! Como a primeira postagem desse blog, que é um projeto de torcedores apaixonados por esse esporte tão sensacional, cabe dedicar o espaço à análise das semifinais da temporada 2011/2012 da UEFA Champions League, o (não a toa) maior torneio interclubes do planeta atualmente. Badalação, dinheiro, estrelas e grande futebol. Acho que essas 4 coisas casam muito bem com esse torneio.

Elencos caríssimos, milhões de euros em patrocínios e ações de marketing, jogadores popstars e jogos absurdos, com desfechos imprevisíveis. E, se tratando de semifinais, tivemos a chance de ver todas essas coisas, dispersas em 4 jogos que envolviam 4 grandes vencedores do futebol europeu atual: Chelsea, Barcelona, Real Madrid e Bayern München. O objetivo? Disputar a grande final em Munique. Notem que entre esses times temos impressionantes DEZESSETE troféus desse torneio (9 para o Real Madrid, 4 para o Barcelona e 4 para o Bayern), isso levando em consideração que os Blues ainda não possuem nenhum.

Mas chega de blablabla, vamos aos jogos:

Chelsea x Barcelona (1-0 ida Stamford Bridge / 2-2 volta Camp Nou)

De um lado, o todo poderoso FC Barcelona, ostentando na camisa o escudo de campeão mundial de 2011 (arrancado do Santos com nível de dificuldade igual ou menor ao de perfurar um pudim com uma bala), maior campeão dos últimos 4 anos, considerado o atual melhor time do mundo por qualquer fã lúcido de futebol, tendo em seu elenco os brilhantes Xavi, Iniesta e o tri melhor do mundo Lionel Messi. Como favoritos, faziam uma campanha que pode ser considerada impecável na atual temporada, deixando pelo caminho, inclusive, uma bela goleada de 7-1 no Bayer (que vergonha...) e o poderoso Milan.

Do outro lado, temos o Chelsea FC, que empoderado pelo dinheiro do barão Abramovich busca seu lugar ao sol. Veio se mostrando osso duro de roer nos últimos anos, faturando alguns campeonatos e avançando consideravelmente nas edições passadas da UCL. Esteve presente em duas semifinais (eliminados por Barcelona e Liverpool) e uma final (Vencida pelo Manchester United). Fazia uma campanha irregular, até que surpreendeu ao vencer o Napoli com uma virada inacreditável (perdendo por 3-1 na ida e revertendo para 4-1 na volta).

Muitos acreditaram que o Barcelona passearia pelo Chelsea, como fez nos outros jogos com outras equipes. Porém, os descrentes (e também os crentes!) tiveram uma surpresa: viram um incansável Drogba receber um lindo passe de Ramires para marcar o gol que decretaria a vitória dos Blues na ida, em Stamford Bridge. Viram um jogo em que o Chelsea, humildemente, se agarrou ao seu estilo de jogo e contou com a sorte (e com a falta de pontaria do Busquets) para não sofrerem uma goleada impiedosa do Barcelona. Viram um clube "muito menor" travando o jogo fluído dos culés, mesmo que não totalmente, mas o suficiente para impedir a troca de finalizações que culminasse em gols.

"O leão ficou mordido". "Messi provocado". "Lá vem goleada". Era assim que muitos pensavam, também, no jogo da volta. E viram, novamente, um time atacar e outro defender, da maneira que dava, com 11 homens atrás da linha da bola. Quando o juizão mostrou aquele cartão vermelho para o zagueiro Terry, deixando o time sem zagueiros (Gary deixou o campo lesionado), a impressão que ficou foi, traduzida nas palavras do sr. Galvão Bueno, "lá vem chocolate".

E parecia mesmo: gols de Busquets (ALELUIA) e Iniesta. A goleada estava armada. Estava. Até o gol, poderia dizer, miraculoso de Ramires, que com um toque de elegância, encobriu Valdes e reclassificou o Chelsea. Quem assistiu o jogo e não torcia pro Barcelona viu, então, uma verdadeira blitz, com direito a pênalti perdido, bolas na trave, gol anulado e tudo o mais. E quando parecia classificado, o Chelsea, pelos pés do cara que foi contratado a peso de ouro e já ficou 25 jogos sem marcar, sela a classificação: gol de Fernando Torres em contra ataque fulminante. 2 a 2, melhor time do mundo fora e Chelsea, com diversos desfalques, com passagem para Munique confirmada.

...e Messi segue sem marcar no Chelsea.

Bayern München x Real Madrid (2-1 ida Allianz Arena / 2(1)-1(3) volta Santiago Bernabeu)

Duas pedreiras. Dois times mordidos por serem grandes campeões, tanto em nível nacional quanto internacional, mas que se encontram a algum tempo "em jejum". 13 títulos da Champions em campo. Motivações pela possibilidade da conquista do 10º título OU do 5º título na sua própria casa. Times que executaram campanhas com poucos tropeços (pelo lado do Bayern, perder de 1 a 0 para o Basel no jogo de ida, massacrando impiedosamente o time no jogo da volta com direito a 4 gols de Gomez; Pelo lado dos blancos, o empate em 1 a 1 com o CSKA no jogo da ida, na Rússia). Na minha opinião, o pior oponente que o Real ou qualquer outro time poderia enfrentar nessa fase da competição.

O resultado era imprevisível. Víamos em campo dois times brilhantes, com grandes campanhas na competição continental. O Bayern, pressionado pela chance de perder o título do campeonato alemão, jogava todas as suas fichas contra o Real Madrid, que se encontrava pressionado pelo Barcelona na disputa pelo campeonato espanhol. Deu certo: após um jogo intenso, o Bayern conseguiu fazer valer sua superioridade em campo, ainda que pequena, e com um gol de Gomez nos acréscimos impós ao Real a primeira derrota na Champions League dessa temporada.

Para a volta, uma pequena mudança no panorama: Bayern com o título alemão perdido para o Dortmund e Real Madrid com uma mão na taça do espanhol após impor uma dolorida vitória ao Barcelona dentro de seu próprio estádio (com direito a provocação do C. Ronaldo à torcida), badalado e com gás para buscar a 10ª taça. Acompanhei o jogo, e posso dizer que foi um teste pra cardíaco, assim como o jogo de ontem. Lances incríveis, penalidades máximas para ambos os clubes, bola pra lá e pra cá, gols perdidos e um festival de jogadas incríveis. O jogo foi digno dessa que eu considero uma das melhores fases semifinais da competição nos últimos tempos.

No fim, decisão por pênaltis, Neuer mostrando porque é o goleiro titular da seleção alemã e Sérgio Ramos mandando a bola pro estacionamento do prédio onde eu trabalho. Dá pra dizer que o Real "caiu de pé"? Não sei, mas agora não interessa: Bayern e Chelsea disputarão a Champions League no dia 19 de maio, e nada pode mudar isso agora.

As semifinais dessa edição do torneio me permitem algumas considerações:
1) Ainda não acredito que o Barcelona deixará de ser o melhor time do mundo, pelo menos não por agora. Só dá para falar em final de ciclo daqui a algum tempo. Também acho que essa temporada foi fracassada para os blaugranás, uma vez que ficaram entre os 4 melhores da Europa e disputarão o título da Copa do Rei contra o Bilbao.
2) O Real Madrid se colocou novamente no caminho das vitórias. Será que vai quebrar a hegemonia do Barcelona? Eu sinceramente espero que sim.
3) Um elenco forte pode fazer o que quiser. Os "medalhões" do Chelsea mostraram muita força e garra. Mas até que ponto isso é positivo?
4) PRESTEM ATENÇÃO AO FUTEBOL ALEMÃO! Até quando vai ser desvalorizado?
5) Meu coração é forte. Aguentar esses jogos não foi para qualquer um!

Bom, não me sinto mal pelo post grande, mas parabéns se leu até aqui. Conto com sua contribuição e espero poder comentar muito mais! Até a próxima!