quarta-feira, 25 de abril de 2012

E lá se vai uma semana que matou cardíacos!

Olá pessoal! Como a primeira postagem desse blog, que é um projeto de torcedores apaixonados por esse esporte tão sensacional, cabe dedicar o espaço à análise das semifinais da temporada 2011/2012 da UEFA Champions League, o (não a toa) maior torneio interclubes do planeta atualmente. Badalação, dinheiro, estrelas e grande futebol. Acho que essas 4 coisas casam muito bem com esse torneio.

Elencos caríssimos, milhões de euros em patrocínios e ações de marketing, jogadores popstars e jogos absurdos, com desfechos imprevisíveis. E, se tratando de semifinais, tivemos a chance de ver todas essas coisas, dispersas em 4 jogos que envolviam 4 grandes vencedores do futebol europeu atual: Chelsea, Barcelona, Real Madrid e Bayern München. O objetivo? Disputar a grande final em Munique. Notem que entre esses times temos impressionantes DEZESSETE troféus desse torneio (9 para o Real Madrid, 4 para o Barcelona e 4 para o Bayern), isso levando em consideração que os Blues ainda não possuem nenhum.

Mas chega de blablabla, vamos aos jogos:

Chelsea x Barcelona (1-0 ida Stamford Bridge / 2-2 volta Camp Nou)

De um lado, o todo poderoso FC Barcelona, ostentando na camisa o escudo de campeão mundial de 2011 (arrancado do Santos com nível de dificuldade igual ou menor ao de perfurar um pudim com uma bala), maior campeão dos últimos 4 anos, considerado o atual melhor time do mundo por qualquer fã lúcido de futebol, tendo em seu elenco os brilhantes Xavi, Iniesta e o tri melhor do mundo Lionel Messi. Como favoritos, faziam uma campanha que pode ser considerada impecável na atual temporada, deixando pelo caminho, inclusive, uma bela goleada de 7-1 no Bayer (que vergonha...) e o poderoso Milan.

Do outro lado, temos o Chelsea FC, que empoderado pelo dinheiro do barão Abramovich busca seu lugar ao sol. Veio se mostrando osso duro de roer nos últimos anos, faturando alguns campeonatos e avançando consideravelmente nas edições passadas da UCL. Esteve presente em duas semifinais (eliminados por Barcelona e Liverpool) e uma final (Vencida pelo Manchester United). Fazia uma campanha irregular, até que surpreendeu ao vencer o Napoli com uma virada inacreditável (perdendo por 3-1 na ida e revertendo para 4-1 na volta).

Muitos acreditaram que o Barcelona passearia pelo Chelsea, como fez nos outros jogos com outras equipes. Porém, os descrentes (e também os crentes!) tiveram uma surpresa: viram um incansável Drogba receber um lindo passe de Ramires para marcar o gol que decretaria a vitória dos Blues na ida, em Stamford Bridge. Viram um jogo em que o Chelsea, humildemente, se agarrou ao seu estilo de jogo e contou com a sorte (e com a falta de pontaria do Busquets) para não sofrerem uma goleada impiedosa do Barcelona. Viram um clube "muito menor" travando o jogo fluído dos culés, mesmo que não totalmente, mas o suficiente para impedir a troca de finalizações que culminasse em gols.

"O leão ficou mordido". "Messi provocado". "Lá vem goleada". Era assim que muitos pensavam, também, no jogo da volta. E viram, novamente, um time atacar e outro defender, da maneira que dava, com 11 homens atrás da linha da bola. Quando o juizão mostrou aquele cartão vermelho para o zagueiro Terry, deixando o time sem zagueiros (Gary deixou o campo lesionado), a impressão que ficou foi, traduzida nas palavras do sr. Galvão Bueno, "lá vem chocolate".

E parecia mesmo: gols de Busquets (ALELUIA) e Iniesta. A goleada estava armada. Estava. Até o gol, poderia dizer, miraculoso de Ramires, que com um toque de elegância, encobriu Valdes e reclassificou o Chelsea. Quem assistiu o jogo e não torcia pro Barcelona viu, então, uma verdadeira blitz, com direito a pênalti perdido, bolas na trave, gol anulado e tudo o mais. E quando parecia classificado, o Chelsea, pelos pés do cara que foi contratado a peso de ouro e já ficou 25 jogos sem marcar, sela a classificação: gol de Fernando Torres em contra ataque fulminante. 2 a 2, melhor time do mundo fora e Chelsea, com diversos desfalques, com passagem para Munique confirmada.

...e Messi segue sem marcar no Chelsea.

Bayern München x Real Madrid (2-1 ida Allianz Arena / 2(1)-1(3) volta Santiago Bernabeu)

Duas pedreiras. Dois times mordidos por serem grandes campeões, tanto em nível nacional quanto internacional, mas que se encontram a algum tempo "em jejum". 13 títulos da Champions em campo. Motivações pela possibilidade da conquista do 10º título OU do 5º título na sua própria casa. Times que executaram campanhas com poucos tropeços (pelo lado do Bayern, perder de 1 a 0 para o Basel no jogo de ida, massacrando impiedosamente o time no jogo da volta com direito a 4 gols de Gomez; Pelo lado dos blancos, o empate em 1 a 1 com o CSKA no jogo da ida, na Rússia). Na minha opinião, o pior oponente que o Real ou qualquer outro time poderia enfrentar nessa fase da competição.

O resultado era imprevisível. Víamos em campo dois times brilhantes, com grandes campanhas na competição continental. O Bayern, pressionado pela chance de perder o título do campeonato alemão, jogava todas as suas fichas contra o Real Madrid, que se encontrava pressionado pelo Barcelona na disputa pelo campeonato espanhol. Deu certo: após um jogo intenso, o Bayern conseguiu fazer valer sua superioridade em campo, ainda que pequena, e com um gol de Gomez nos acréscimos impós ao Real a primeira derrota na Champions League dessa temporada.

Para a volta, uma pequena mudança no panorama: Bayern com o título alemão perdido para o Dortmund e Real Madrid com uma mão na taça do espanhol após impor uma dolorida vitória ao Barcelona dentro de seu próprio estádio (com direito a provocação do C. Ronaldo à torcida), badalado e com gás para buscar a 10ª taça. Acompanhei o jogo, e posso dizer que foi um teste pra cardíaco, assim como o jogo de ontem. Lances incríveis, penalidades máximas para ambos os clubes, bola pra lá e pra cá, gols perdidos e um festival de jogadas incríveis. O jogo foi digno dessa que eu considero uma das melhores fases semifinais da competição nos últimos tempos.

No fim, decisão por pênaltis, Neuer mostrando porque é o goleiro titular da seleção alemã e Sérgio Ramos mandando a bola pro estacionamento do prédio onde eu trabalho. Dá pra dizer que o Real "caiu de pé"? Não sei, mas agora não interessa: Bayern e Chelsea disputarão a Champions League no dia 19 de maio, e nada pode mudar isso agora.

As semifinais dessa edição do torneio me permitem algumas considerações:
1) Ainda não acredito que o Barcelona deixará de ser o melhor time do mundo, pelo menos não por agora. Só dá para falar em final de ciclo daqui a algum tempo. Também acho que essa temporada foi fracassada para os blaugranás, uma vez que ficaram entre os 4 melhores da Europa e disputarão o título da Copa do Rei contra o Bilbao.
2) O Real Madrid se colocou novamente no caminho das vitórias. Será que vai quebrar a hegemonia do Barcelona? Eu sinceramente espero que sim.
3) Um elenco forte pode fazer o que quiser. Os "medalhões" do Chelsea mostraram muita força e garra. Mas até que ponto isso é positivo?
4) PRESTEM ATENÇÃO AO FUTEBOL ALEMÃO! Até quando vai ser desvalorizado?
5) Meu coração é forte. Aguentar esses jogos não foi para qualquer um!

Bom, não me sinto mal pelo post grande, mas parabéns se leu até aqui. Conto com sua contribuição e espero poder comentar muito mais! Até a próxima!

Nenhum comentário:

Postar um comentário